
20 de out. de 2009
19 de set. de 2009
15 de set. de 2009
O Brecho 3 Marias não vende on line!!!
Pessoal o Brecho 3 marias não vende on line somente na loja no centro de SP, blogs com o mesmo nome que vendem on line não são de nossa responsabilidade!!!
13 de set. de 2009
30 de ago. de 2009
26 de ago. de 2009
24 de ago. de 2009
14 de ago. de 2009
3 de ago. de 2009
17 de jul. de 2009
A psicóloga Andréa foi em busca do sonho, um brechó

http://www.dcomercio.com.br/Materia.aspx?id=22070&canal=3
- 15/7/2009 - 22h40
Há cerca de dois anos, a psicóloga Andréa Luque, de 39, decidiu que estava passando da hora de começar a fazer o que realmente gosta.
Largou a atividade em uma ong da área de educação e abriu um brechó, o 3Marias, no centro de São Paulo: “Sempre gostei de me vestir com roupas usadas, desde criança, e de trabalhar as peças, modificá-las, fazer crochê, bordar. Hoje também vejo que esse hábito, de reaproveitar, vai ao encontro da sustentabilidade”.
Gostar do que faz é fundamental para Andréa, pois o 3Marias absorve quase todo o seu tempo, ou pelo menos 16 horas diárias. A loja fica aberta das 11h às 19h, mas a nova comerciante começa a trabalhar por volta de 7h e pode se estender até 1h. “Por enquanto, faço tudo sozinha”. Como o negócio é novo e não há caixa para pagar ajudantes, Andréa prepara os documentos para a contabilidade, compra, lava, passa e customiza roupas, tricota cachecóis, confecciona acessórios e até as sacolinhas de TNT (não-tecido), ecológicas, que usa para embalar as peças: “Adoro criar, mudar roupas, lidar com o público. Vale a pena”.
Andréa tentou se preparar para a nova atividade: visitou outros brechós, fez curso de gestão e de personal stylist, tornando-se consultora de imagem. Com este último curso, ficou mais fácil satisfazer a clientela, que costuma voltar a cada compra acertada. Mas antes de abrir as portas no subsolo do número 125 da Rua 7 de Abril, ela reconhece, deveria ter pesquisado o público do entorno. A falha lhe custou boa dor de cabeça, até conhecer o potencial cliente e começar a fazer as compras certas. Quem mais frequenta o 3Marias são mulheres acima de 20 anos, em especial entre 40 e 60, que trabalham no centro.
Como é solteira, Andréa pode se dedicar quase que exclusivamente ao trabalho, sem culpa. Mas para fazer o que gosta profissionalmente, teve de deixar de lado, por enquanto, outras atividades prazerosas: “Parei com a dança do ventre e tento, mas não tenho conseguido usar a bicicleta ergométrica, embora ache importante fazer atividade física”.
Para quem tem preconceito contra roupa de brechó, Andréa lembra que a atividade nunca esteve tão em alta: além de proporcionar economia (“por um quinto do preço de uma peça nova é possível comprar uma equivalente num brechó”), o cliente participa do chamado consumo consciente: “Levar um jeans de um brechó é ecologicamente correto, pois essas peças, geralmente, demandam enorme quantidade de produtos químicos na lavagem”.
- 15/7/2009 - 22h40
Há cerca de dois anos, a psicóloga Andréa Luque, de 39, decidiu que estava passando da hora de começar a fazer o que realmente gosta.
Largou a atividade em uma ong da área de educação e abriu um brechó, o 3Marias, no centro de São Paulo: “Sempre gostei de me vestir com roupas usadas, desde criança, e de trabalhar as peças, modificá-las, fazer crochê, bordar. Hoje também vejo que esse hábito, de reaproveitar, vai ao encontro da sustentabilidade”.
Gostar do que faz é fundamental para Andréa, pois o 3Marias absorve quase todo o seu tempo, ou pelo menos 16 horas diárias. A loja fica aberta das 11h às 19h, mas a nova comerciante começa a trabalhar por volta de 7h e pode se estender até 1h. “Por enquanto, faço tudo sozinha”. Como o negócio é novo e não há caixa para pagar ajudantes, Andréa prepara os documentos para a contabilidade, compra, lava, passa e customiza roupas, tricota cachecóis, confecciona acessórios e até as sacolinhas de TNT (não-tecido), ecológicas, que usa para embalar as peças: “Adoro criar, mudar roupas, lidar com o público. Vale a pena”.
Andréa tentou se preparar para a nova atividade: visitou outros brechós, fez curso de gestão e de personal stylist, tornando-se consultora de imagem. Com este último curso, ficou mais fácil satisfazer a clientela, que costuma voltar a cada compra acertada. Mas antes de abrir as portas no subsolo do número 125 da Rua 7 de Abril, ela reconhece, deveria ter pesquisado o público do entorno. A falha lhe custou boa dor de cabeça, até conhecer o potencial cliente e começar a fazer as compras certas. Quem mais frequenta o 3Marias são mulheres acima de 20 anos, em especial entre 40 e 60, que trabalham no centro.
Como é solteira, Andréa pode se dedicar quase que exclusivamente ao trabalho, sem culpa. Mas para fazer o que gosta profissionalmente, teve de deixar de lado, por enquanto, outras atividades prazerosas: “Parei com a dança do ventre e tento, mas não tenho conseguido usar a bicicleta ergométrica, embora ache importante fazer atividade física”.
Para quem tem preconceito contra roupa de brechó, Andréa lembra que a atividade nunca esteve tão em alta: além de proporcionar economia (“por um quinto do preço de uma peça nova é possível comprar uma equivalente num brechó”), o cliente participa do chamado consumo consciente: “Levar um jeans de um brechó é ecologicamente correto, pois essas peças, geralmente, demandam enorme quantidade de produtos químicos na lavagem”.
8 de jul. de 2009
23 de jun. de 2009
14 de mai. de 2009
moda sustentavel
moda sustentavel
Sua roupa agride a natureza?
Tecidos orgânicos, corantes inofensivos e técnicas que protegem o meio ambiente começam a emplacar na linha de produção
- A A +
Por Cristiane BalleriniRevista Claudia - 04/2008
As marcas líderes de roupas ecológicas tiveram um crescimento de 70% nas vendas em 2006. Esse é o resultado de uma pesquisa feita no Reino Unido e divulgada pelo jornal Daily Telegraph. O que nós temos com isso? Muito. A indústria têxtil está entre as quatro que mais consomem recursos naturais, como água e combustíveis fósseis, de acordo com o Environmental Protection Agency, órgão americano que monitora a emissão de poluentes no mundo. Somente a cultura de algodão é responsável por cerca de 30% da utilização de pesticidas na Terra, contaminando o solo e os rios. Ou seja, a busca por matérias-primas alternativas e renováveis é hoje um dos principais desafios do setor. E está mais do que na hora de o Brasil - e nós, consumidoras brasileiras - entrar para valer nessa moda verde. O bom é que já tem gente daqui fazendo bonito.
[img01]A grife brasileira Osklen, do Rio de Janeiro, desde sua criação, em 1989, experimenta novos usos para materiais já conhecidos. No momento, a marca desenvolve uma sandália de dedo feita de PVC reciclado e também uma sacola de juta que levará dois anos para se degradar no meio ambiente - tremenda conquista, se comparada aos 100 anos necessários, no mínimo, para a degradação natural de uma sacola plástica.
"Tem gente que já chega às nossas lojas perguntando pelos produtos ecológicos", conta Nina Braga, diretora do Institutoe, vinculado à grife. Trata-se de uma associação sem fins lucrativos idealizada pelo estilista Oskar Metsavaht, criador da marca, que mapeia matérias-primas de origem sustentável no país. "Nosso objetivo é oferecer informação para que outras marcas possam trabalhar com materiais que respeitam a biodiversidade, como tecidos orgânicos, artesanato produzido por cooperativas e reciclados", esclarece Nina. Metsavaht também apoiou um projeto para monitorar baleias por satélite desenvolvido pela Universidade Federal de Juiz de Fora, em 2005, e a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, em 2006. Além dele, estilistas como Gloria Coelho, Lino Villaventura e Fause Haten já criaram peças com materiais sustentáveis: sim, é possível preservar a natureza com elegância.
IMPACTO NO BOLSO
Por enquanto, é preciso mais do que consciência ambiental para optar pela moda ecológica. Devido à escala de produção pequena e à oferta inconstante de matéria-prima, boa parte desses produtos é cara. Uma camiseta de algodão feita de tecido orgânico, por exemplo, custa três vezes mais do que uma produzida pelos métodos tradicionais. Mas algumas iniciativas começam a mudar esse panorama.
Desde o ano passado, parceria entre Hanesbrands, dona da marca Zorba no Brasil, a rede varejista Wal-Mart e a Embrapa permite a fabricação de roupas sustentáveis a preços populares. São camisetas, calcinhas, cuecas e bodies para bebês confeccionados com algodão cru ou orgânico, além de outras fibras, como o bambu. "O Brasil ainda não tem auto-suficiência em produção de algodão orgânico", explica Adriana Ramalho, diretora de desenvolvimento do Wal-Mart. "Por isso, buscamos fibras alternativas. A estratégia é colaborar com a produção e o desenvolvimento de novas tecnologias e manter o preço acessível para ganhar em escala. Assim, tentamos romper com o padrão de que a roupa ecologicamente correta precisa custar mais."
Com o crescente interesse do público - a cueca de fibra de bambu vendeu 20% acima da expectativa -, a empresa promete novidades com outras fibras em estudo, como o milho e a soja. "É uma tendência ligada à democratização da moda e à consciência ambiental. A camiseta mais vendida da linha é a que traz o símbolo da reciclagem. Isso mostra que as pessoas querem ser vistas como antenadas, já que ser sustentável está na moda", diz Milena Rossi, coordenadora de estilo do Wal-Mart.
No caso do bambu, que também substitui o algodão em 26 modelos da coleção da marca carioca Redley, as vantagens ambientais são evidentes: uma plantação de pinus leva sete anos para produzir 3 mil árvores; já o bambu precisa de três anos para produzir 10 mil árvores no mesmo espaço, ainda dispensa o uso de pesticidas, não causa erosão e só requer água para crescer. Mas os especialistas alertam: nem sempre as roupas feitas de fibras alternativas podem ser consideradas "produtos sustentáveis". Se o cultivo implicar a derrubada de florestas, envolver mão-de-obra infantil, exploração de trabalhadores rurais ou exigir muito combustível no transporte, os danos ambientais e sociais anulam os benefícios. Por isso, informação é fundamental para quem quer comprar produtos ecológicos. "Com o tempo", prevê Beatriz Saldanha, uma das fundadoras do Partido Verde no Brasil, "o consumidor exigirá que os dados de procedência e produção estejam à vista, como já acontece com alguns produtos alimentícios estrangeiros."
Ao lado do sócio, João Fortes, Beatriz desenvolveu, há 17 anos, a técnica para a fabricação do Treetap®, o couro vegetal, feito com tecido 100% algodão banhado em borracha extraída da seringueira nativa e vulcanizada em estufas especiais. Foi preciso investir 1 milhão de dólares e alguns anos de pesquisa para criar um material bonito, durável e que viabilizasse o sustento e a permanência das famílias de seringueiros na Amazônia. "Eles são os guardiões da floresta. Como vivem do manejo sustentável da região, sua presença é garantia de que não haverá desmatamento", explica Beatriz. Hoje, a Treetap® virou nome do negócio e emprega 50 famílias. Já foi premiada pelo Banco Mundial e pela Fundação Getulio Vargas e pretende expandir sua atuação este ano, vendendo matéria-prima para outras marcas.
GENTE GRANDE
Na maior empresa de vestuário do Brasil, a Hering, as questões ambientais chegaram à linha de produção. Marcelo Toledo, gerente da área de desenvolvimento de estamparia, diz que a empresa fica atenta aos detalhes no processo de fabricação. Muitos corantes pretos, por exemplo, deixam resíduos de enxofre na água, dificultando a limpeza dos efluentes. Preferimos pagar mais caro e utilizar um corante preto mais seguro", revela Marcelo. Na marca infantil da Hering, a PUC, há uma linha "rústica", que não emprega corantes e usa o mínimo de produtos químicos e alvejantes. Agora, a empresa estuda limpar e amaciar o algodão com argila. O tratamento dos jeans, lavados com cloro e outros produtos agressivos para o meio ambiente, também poderá passar por mudanças. Empresas menores, a pedido da Hering, já produzem parte dos jeans com desbotamento por gás ozônio. "A idéia é repassar os novos conhecimentos para outras linhas da empresa", afirma Marcelo.Na hora de comprar, informe-se sobre a procedência dos produtos e deixe clara sua preferência pelos sustentáveis. Se uma indústria utiliza mão-de-obra infantil ou polui os rios, boicote seus produtos. Exercer seu poder de consumidora é uma ótima forma de pressionar os fabricantes a adotar tecnologias que não agridam o meio ambiente e a sociedade.
GUARDA-ROUPA VERDE
Planeje antes de comprarNada de compra por impulso. Você gasta dinheiro, perde espaço no armário e causa impacto ambiental pela fabricação e transporte das mercadorias.
Evite a lavagem a secoMáquinas de lavar a seco usam tetracloroetileno, substância cancerígena. Procure o wet cleaning ou CO2 líquido. Muitas peças que antes eram lavadas a seco já podem ser lavadas à mão, especialmente de seda, lã e linho; olhe a etiqueta.
Lave bemPara economizar energia, água e sabão, junte bastante roupa antes de ligar a máquina. Escolha sabão e tira-manchas biodegradáveis e livres de fosfato. Ao comprar lavadora e ferro, verifique se o produto tem o selo Procel de Economia de Energia Elétrica.
Diga sim aos brechósE a bazares, feirinhas e até trocas entre amigas: são ótimas pedidas.
Vista orgânicos com seloPrefira sempre as roupas confeccionadas com tecidos orgânicos que possuam selo de autenticação.
Encontre nova utilidadeReinvente o uso de roupas e acessórios antigos. Seu armário guarda peças com potencial fashion. Para ajustes, vá à costureira. Doe o que não usa mais.
Escolha roupas "éticas"Várias empresas aumentam os lucros com práticas ilegais e antiéticas, como o subemprego. Saiba como atuam os fabricantes de suas roupas. Valorize os que respeitam o meio ambiente e a sociedade.
Invista em peças artesanaisApóie iniciativas de artesãos que criam com base em reciclados. Fontes Portal TreeHugger [www.treehugger.com] e Instituto Akatu [www.akatu.org.br]. Veja também o Manaul de Etiqueta do Planeta Sustentável [http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/cartilha/]
Leia também:A nova moda[http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/noticia/atitude/conteudo_245161.shtml]
As marcas líderes de roupas ecológicas tiveram um crescimento de 70% nas vendas em 2006. Esse é o resultado de uma pesquisa feita no Reino Unido e divulgada pelo jornal Daily Telegraph. O que nós temos com isso? Muito. A indústria têxtil está entre as quatro que mais consomem recursos naturais, como água e combustíveis fósseis, de acordo com o Environmental Protection Agency, órgão americano que monitora a emissão de poluentes no mundo. Somente a cultura de algodão é responsável por cerca de 30% da utilização de pesticidas na Terra, contaminando o solo e os rios. Ou seja, a busca por matérias-primas alternativas e renováveis é hoje um dos principais desafios do setor. E está mais do que na hora de o Brasil - e nós, consumidoras brasileiras - entrar para valer nessa moda verde. O bom é que já tem gente daqui fazendo bonito.
Carlos Cubi
A grife brasileira Osklen, do Rio de Janeiro, desde sua criação, em 1989, experimenta novos usos para materiais já conhecidos. No momento, a marca desenvolve uma sandália de dedo feita de PVC reciclado e também uma sacola de juta que levará dois anos para se degradar no meio ambiente - tremenda conquista, se comparada aos 100 anos necessários, no mínimo, para a degradação natural de uma sacola plástica.
"Tem gente que já chega às nossas lojas perguntando pelos produtos ecológicos", conta Nina Braga, diretora do Institutoe, vinculado à grife. Trata-se de uma associação sem fins lucrativos idealizada pelo estilista Oskar Metsavaht, criador da marca, que mapeia matérias-primas de origem sustentável no país. "Nosso objetivo é oferecer informação para que outras marcas possam trabalhar com materiais que respeitam a biodiversidade, como tecidos orgânicos, artesanato produzido por cooperativas e reciclados", esclarece Nina. Metsavaht também apoiou um projeto para monitorar baleias por satélite desenvolvido pela Universidade Federal de Juiz de Fora, em 2005, e a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, em 2006. Além dele, estilistas como Gloria Coelho, Lino Villaventura e Fause Haten já criaram peças com materiais sustentáveis: sim, é possível preservar a natureza com elegância.
IMPACTO NO BOLSO
Por enquanto, é preciso mais do que consciência ambiental para optar pela moda ecológica. Devido à escala de produção pequena e à oferta inconstante de matéria-prima, boa parte desses produtos é cara. Uma camiseta de algodão feita de tecido orgânico, por exemplo, custa três vezes mais do que uma produzida pelos métodos tradicionais. Mas algumas iniciativas começam a mudar esse panorama.
Desde o ano passado, parceria entre Hanesbrands, dona da marca Zorba no Brasil, a rede varejista Wal-Mart e a Embrapa permite a fabricação de roupas sustentáveis a preços populares. São camisetas, calcinhas, cuecas e bodies para bebês confeccionados com algodão cru ou orgânico, além de outras fibras, como o bambu. "O Brasil ainda não tem auto-suficiência em produção de algodão orgânico", explica Adriana Ramalho, diretora de desenvolvimento do Wal-Mart. "Por isso, buscamos fibras alternativas. A estratégia é colaborar com a produção e o desenvolvimento de novas tecnologias e manter o preço acessível para ganhar em escala. Assim, tentamos romper com o padrão de que a roupa ecologicamente correta precisa custar mais."
Com o crescente interesse do público - a cueca de fibra de bambu vendeu 20% acima da expectativa -, a empresa promete novidades com outras fibras em estudo, como o milho e a soja. "É uma tendência ligada à democratização da moda e à consciência ambiental. A camiseta mais vendida da linha é a que traz o símbolo da reciclagem. Isso mostra que as pessoas querem ser vistas como antenadas, já que ser sustentável está na moda", diz Milena Rossi, coordenadora de estilo do Wal-Mart.
No caso do bambu, que também substitui o algodão em 26 modelos da coleção da marca carioca Redley, as vantagens ambientais são evidentes: uma plantação de pinus leva sete anos para produzir 3 mil árvores; já o bambu precisa de três anos para produzir 10 mil árvores no mesmo espaço, ainda dispensa o uso de pesticidas, não causa erosão e só requer água para crescer. Mas os especialistas alertam: nem sempre as roupas feitas de fibras alternativas podem ser consideradas "produtos sustentáveis". Se o cultivo implicar a derrubada de florestas, envolver mão-de-obra infantil, exploração de trabalhadores rurais ou exigir muito combustível no transporte, os danos ambientais e sociais anulam os benefícios. Por isso, informação é fundamental para quem quer comprar produtos ecológicos.
"Com o tempo", prevê Beatriz Saldanha, uma das fundadoras do Partido Verde no Brasil, "o consumidor exigirá que os dados de procedência e produção estejam à vista, como já acontece com alguns produtos alimentícios estrangeiros."
Ao lado do sócio, João Fortes, Beatriz desenvolveu, há 17 anos, a técnica para a fabricação do Treetap®, o couro vegetal, feito com tecido 100% algodão banhado em borracha extraída da seringueira nativa e vulcanizada em estufas especiais. Foi preciso investir 1 milhão de dólares e alguns anos de pesquisa para criar um material bonito, durável e que viabilizasse o sustento e a permanência das famílias de seringueiros na Amazônia. "Eles são os guardiões da floresta. Como vivem do manejo sustentável da região, sua presença é garantia de que não haverá desmatamento", explica Beatriz. Hoje, a Treetap® virou nome do negócio e emprega 50 famílias. Já foi premiada pelo Banco Mundial e pela Fundação Getulio Vargas e pretende expandir sua atuação este ano, vendendo matéria-prima para outras marcas.
GENTE GRANDE
Na maior empresa de vestuário do Brasil, a Hering, as questões ambientais chegaram à linha de produção. Marcelo Toledo, gerente da área de desenvolvimento de estamparia, diz que a empresa fica atenta aos detalhes no processo de fabricação. Muitos corantes pretos, por exemplo, deixam resíduos de enxofre na água, dificultando a limpeza dos efluentes. Preferimos pagar mais caro e utilizar um corante preto mais seguro", revela Marcelo. Na marca infantil da Hering, a PUC, há uma linha "rústica", que não emprega corantes e usa o mínimo de produtos químicos e alvejantes. Agora, a empresa estuda limpar e amaciar o algodão com argila. O tratamento dos jeans, lavados com cloro e outros produtos agressivos para o meio ambiente, também poderá passar por mudanças. Empresas menores, a pedido da Hering, já produzem parte dos jeans com desbotamento por gás ozônio. "A idéia é repassar os novos conhecimentos para outras linhas da empresa", afirma Marcelo.Na hora de comprar, informe-se sobre a procedência dos produtos e deixe clara sua preferência pelos sustentáveis. Se uma indústria utiliza mão-de-obra infantil ou polui os rios, boicote seus produtos. Exercer seu poder de consumidora é uma ótima forma de pressionar os fabricantes a adotar tecnologias que não agridam o meio ambiente e a sociedade.
GUARDA-ROUPA VERDE
Planeje antes de comprarNada de compra por impulso. Você gasta dinheiro, perde espaço no armário e causa impacto ambiental pela fabricação e transporte das mercadorias.
Evite a lavagem a secoMáquinas de lavar a seco usam tetracloroetileno, substância cancerígena. Procure o wet cleaning ou CO2 líquido. Muitas peças que antes eram lavadas a seco já podem ser lavadas à mão, especialmente de seda, lã e linho; olhe a etiqueta.
Lave bemPara economizar energia, água e sabão, junte bastante roupa antes de ligar a máquina. Escolha sabão e tira-manchas biodegradáveis e livres de fosfato. Ao comprar lavadora e ferro, verifique se o produto tem o selo Procel de Economia de Energia Elétrica.
Diga sim aos brechósE a bazares, feirinhas e até trocas entre amigas: são ótimas pedidas.
Vista orgânicos com seloPrefira sempre as roupas confeccionadas com tecidos orgânicos que possuam selo de autenticação.
Encontre nova utilidadeReinvente o uso de roupas e acessórios antigos. Seu armário guarda peças com potencial fashion. Para ajustes, vá à costureira. Doe o que não usa mais.
Escolha roupas "éticas"Várias empresas aumentam os lucros com práticas ilegais e antiéticas, como o subemprego. Saiba como atuam os fabricantes de suas roupas. Valorize os que respeitam o meio ambiente e a sociedade.
Invista em peças artesanaisApóie iniciativas de artesãos que criam com base em reciclados. Fontes Portal TreeHugger [www.treehugger.com] e Instituto Akatu [www.akatu.org.br]. Veja também o Manaul de Etiqueta do Planeta Sustentável [http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/cartilha/]
Leia também:A nova moda[http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/noticia/atitude/conteudo_245161.shtml]
Sua roupa agride a natureza?
Tecidos orgânicos, corantes inofensivos e técnicas que protegem o meio ambiente começam a emplacar na linha de produção
- A A +
Por Cristiane BalleriniRevista Claudia - 04/2008
As marcas líderes de roupas ecológicas tiveram um crescimento de 70% nas vendas em 2006. Esse é o resultado de uma pesquisa feita no Reino Unido e divulgada pelo jornal Daily Telegraph. O que nós temos com isso? Muito. A indústria têxtil está entre as quatro que mais consomem recursos naturais, como água e combustíveis fósseis, de acordo com o Environmental Protection Agency, órgão americano que monitora a emissão de poluentes no mundo. Somente a cultura de algodão é responsável por cerca de 30% da utilização de pesticidas na Terra, contaminando o solo e os rios. Ou seja, a busca por matérias-primas alternativas e renováveis é hoje um dos principais desafios do setor. E está mais do que na hora de o Brasil - e nós, consumidoras brasileiras - entrar para valer nessa moda verde. O bom é que já tem gente daqui fazendo bonito.
[img01]A grife brasileira Osklen, do Rio de Janeiro, desde sua criação, em 1989, experimenta novos usos para materiais já conhecidos. No momento, a marca desenvolve uma sandália de dedo feita de PVC reciclado e também uma sacola de juta que levará dois anos para se degradar no meio ambiente - tremenda conquista, se comparada aos 100 anos necessários, no mínimo, para a degradação natural de uma sacola plástica.
"Tem gente que já chega às nossas lojas perguntando pelos produtos ecológicos", conta Nina Braga, diretora do Institutoe, vinculado à grife. Trata-se de uma associação sem fins lucrativos idealizada pelo estilista Oskar Metsavaht, criador da marca, que mapeia matérias-primas de origem sustentável no país. "Nosso objetivo é oferecer informação para que outras marcas possam trabalhar com materiais que respeitam a biodiversidade, como tecidos orgânicos, artesanato produzido por cooperativas e reciclados", esclarece Nina. Metsavaht também apoiou um projeto para monitorar baleias por satélite desenvolvido pela Universidade Federal de Juiz de Fora, em 2005, e a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, em 2006. Além dele, estilistas como Gloria Coelho, Lino Villaventura e Fause Haten já criaram peças com materiais sustentáveis: sim, é possível preservar a natureza com elegância.
IMPACTO NO BOLSO
Por enquanto, é preciso mais do que consciência ambiental para optar pela moda ecológica. Devido à escala de produção pequena e à oferta inconstante de matéria-prima, boa parte desses produtos é cara. Uma camiseta de algodão feita de tecido orgânico, por exemplo, custa três vezes mais do que uma produzida pelos métodos tradicionais. Mas algumas iniciativas começam a mudar esse panorama.
Desde o ano passado, parceria entre Hanesbrands, dona da marca Zorba no Brasil, a rede varejista Wal-Mart e a Embrapa permite a fabricação de roupas sustentáveis a preços populares. São camisetas, calcinhas, cuecas e bodies para bebês confeccionados com algodão cru ou orgânico, além de outras fibras, como o bambu. "O Brasil ainda não tem auto-suficiência em produção de algodão orgânico", explica Adriana Ramalho, diretora de desenvolvimento do Wal-Mart. "Por isso, buscamos fibras alternativas. A estratégia é colaborar com a produção e o desenvolvimento de novas tecnologias e manter o preço acessível para ganhar em escala. Assim, tentamos romper com o padrão de que a roupa ecologicamente correta precisa custar mais."
Com o crescente interesse do público - a cueca de fibra de bambu vendeu 20% acima da expectativa -, a empresa promete novidades com outras fibras em estudo, como o milho e a soja. "É uma tendência ligada à democratização da moda e à consciência ambiental. A camiseta mais vendida da linha é a que traz o símbolo da reciclagem. Isso mostra que as pessoas querem ser vistas como antenadas, já que ser sustentável está na moda", diz Milena Rossi, coordenadora de estilo do Wal-Mart.
No caso do bambu, que também substitui o algodão em 26 modelos da coleção da marca carioca Redley, as vantagens ambientais são evidentes: uma plantação de pinus leva sete anos para produzir 3 mil árvores; já o bambu precisa de três anos para produzir 10 mil árvores no mesmo espaço, ainda dispensa o uso de pesticidas, não causa erosão e só requer água para crescer. Mas os especialistas alertam: nem sempre as roupas feitas de fibras alternativas podem ser consideradas "produtos sustentáveis". Se o cultivo implicar a derrubada de florestas, envolver mão-de-obra infantil, exploração de trabalhadores rurais ou exigir muito combustível no transporte, os danos ambientais e sociais anulam os benefícios. Por isso, informação é fundamental para quem quer comprar produtos ecológicos. "Com o tempo", prevê Beatriz Saldanha, uma das fundadoras do Partido Verde no Brasil, "o consumidor exigirá que os dados de procedência e produção estejam à vista, como já acontece com alguns produtos alimentícios estrangeiros."
Ao lado do sócio, João Fortes, Beatriz desenvolveu, há 17 anos, a técnica para a fabricação do Treetap®, o couro vegetal, feito com tecido 100% algodão banhado em borracha extraída da seringueira nativa e vulcanizada em estufas especiais. Foi preciso investir 1 milhão de dólares e alguns anos de pesquisa para criar um material bonito, durável e que viabilizasse o sustento e a permanência das famílias de seringueiros na Amazônia. "Eles são os guardiões da floresta. Como vivem do manejo sustentável da região, sua presença é garantia de que não haverá desmatamento", explica Beatriz. Hoje, a Treetap® virou nome do negócio e emprega 50 famílias. Já foi premiada pelo Banco Mundial e pela Fundação Getulio Vargas e pretende expandir sua atuação este ano, vendendo matéria-prima para outras marcas.
GENTE GRANDE
Na maior empresa de vestuário do Brasil, a Hering, as questões ambientais chegaram à linha de produção. Marcelo Toledo, gerente da área de desenvolvimento de estamparia, diz que a empresa fica atenta aos detalhes no processo de fabricação. Muitos corantes pretos, por exemplo, deixam resíduos de enxofre na água, dificultando a limpeza dos efluentes. Preferimos pagar mais caro e utilizar um corante preto mais seguro", revela Marcelo. Na marca infantil da Hering, a PUC, há uma linha "rústica", que não emprega corantes e usa o mínimo de produtos químicos e alvejantes. Agora, a empresa estuda limpar e amaciar o algodão com argila. O tratamento dos jeans, lavados com cloro e outros produtos agressivos para o meio ambiente, também poderá passar por mudanças. Empresas menores, a pedido da Hering, já produzem parte dos jeans com desbotamento por gás ozônio. "A idéia é repassar os novos conhecimentos para outras linhas da empresa", afirma Marcelo.Na hora de comprar, informe-se sobre a procedência dos produtos e deixe clara sua preferência pelos sustentáveis. Se uma indústria utiliza mão-de-obra infantil ou polui os rios, boicote seus produtos. Exercer seu poder de consumidora é uma ótima forma de pressionar os fabricantes a adotar tecnologias que não agridam o meio ambiente e a sociedade.
GUARDA-ROUPA VERDE
Planeje antes de comprarNada de compra por impulso. Você gasta dinheiro, perde espaço no armário e causa impacto ambiental pela fabricação e transporte das mercadorias.
Evite a lavagem a secoMáquinas de lavar a seco usam tetracloroetileno, substância cancerígena. Procure o wet cleaning ou CO2 líquido. Muitas peças que antes eram lavadas a seco já podem ser lavadas à mão, especialmente de seda, lã e linho; olhe a etiqueta.
Lave bemPara economizar energia, água e sabão, junte bastante roupa antes de ligar a máquina. Escolha sabão e tira-manchas biodegradáveis e livres de fosfato. Ao comprar lavadora e ferro, verifique se o produto tem o selo Procel de Economia de Energia Elétrica.
Diga sim aos brechósE a bazares, feirinhas e até trocas entre amigas: são ótimas pedidas.
Vista orgânicos com seloPrefira sempre as roupas confeccionadas com tecidos orgânicos que possuam selo de autenticação.
Encontre nova utilidadeReinvente o uso de roupas e acessórios antigos. Seu armário guarda peças com potencial fashion. Para ajustes, vá à costureira. Doe o que não usa mais.
Escolha roupas "éticas"Várias empresas aumentam os lucros com práticas ilegais e antiéticas, como o subemprego. Saiba como atuam os fabricantes de suas roupas. Valorize os que respeitam o meio ambiente e a sociedade.
Invista em peças artesanaisApóie iniciativas de artesãos que criam com base em reciclados. Fontes Portal TreeHugger [www.treehugger.com] e Instituto Akatu [www.akatu.org.br]. Veja também o Manaul de Etiqueta do Planeta Sustentável [http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/cartilha/]
Leia também:A nova moda[http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/noticia/atitude/conteudo_245161.shtml]
As marcas líderes de roupas ecológicas tiveram um crescimento de 70% nas vendas em 2006. Esse é o resultado de uma pesquisa feita no Reino Unido e divulgada pelo jornal Daily Telegraph. O que nós temos com isso? Muito. A indústria têxtil está entre as quatro que mais consomem recursos naturais, como água e combustíveis fósseis, de acordo com o Environmental Protection Agency, órgão americano que monitora a emissão de poluentes no mundo. Somente a cultura de algodão é responsável por cerca de 30% da utilização de pesticidas na Terra, contaminando o solo e os rios. Ou seja, a busca por matérias-primas alternativas e renováveis é hoje um dos principais desafios do setor. E está mais do que na hora de o Brasil - e nós, consumidoras brasileiras - entrar para valer nessa moda verde. O bom é que já tem gente daqui fazendo bonito.
Carlos Cubi
A grife brasileira Osklen, do Rio de Janeiro, desde sua criação, em 1989, experimenta novos usos para materiais já conhecidos. No momento, a marca desenvolve uma sandália de dedo feita de PVC reciclado e também uma sacola de juta que levará dois anos para se degradar no meio ambiente - tremenda conquista, se comparada aos 100 anos necessários, no mínimo, para a degradação natural de uma sacola plástica.
"Tem gente que já chega às nossas lojas perguntando pelos produtos ecológicos", conta Nina Braga, diretora do Institutoe, vinculado à grife. Trata-se de uma associação sem fins lucrativos idealizada pelo estilista Oskar Metsavaht, criador da marca, que mapeia matérias-primas de origem sustentável no país. "Nosso objetivo é oferecer informação para que outras marcas possam trabalhar com materiais que respeitam a biodiversidade, como tecidos orgânicos, artesanato produzido por cooperativas e reciclados", esclarece Nina. Metsavaht também apoiou um projeto para monitorar baleias por satélite desenvolvido pela Universidade Federal de Juiz de Fora, em 2005, e a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, em 2006. Além dele, estilistas como Gloria Coelho, Lino Villaventura e Fause Haten já criaram peças com materiais sustentáveis: sim, é possível preservar a natureza com elegância.
IMPACTO NO BOLSO
Por enquanto, é preciso mais do que consciência ambiental para optar pela moda ecológica. Devido à escala de produção pequena e à oferta inconstante de matéria-prima, boa parte desses produtos é cara. Uma camiseta de algodão feita de tecido orgânico, por exemplo, custa três vezes mais do que uma produzida pelos métodos tradicionais. Mas algumas iniciativas começam a mudar esse panorama.
Desde o ano passado, parceria entre Hanesbrands, dona da marca Zorba no Brasil, a rede varejista Wal-Mart e a Embrapa permite a fabricação de roupas sustentáveis a preços populares. São camisetas, calcinhas, cuecas e bodies para bebês confeccionados com algodão cru ou orgânico, além de outras fibras, como o bambu. "O Brasil ainda não tem auto-suficiência em produção de algodão orgânico", explica Adriana Ramalho, diretora de desenvolvimento do Wal-Mart. "Por isso, buscamos fibras alternativas. A estratégia é colaborar com a produção e o desenvolvimento de novas tecnologias e manter o preço acessível para ganhar em escala. Assim, tentamos romper com o padrão de que a roupa ecologicamente correta precisa custar mais."
Com o crescente interesse do público - a cueca de fibra de bambu vendeu 20% acima da expectativa -, a empresa promete novidades com outras fibras em estudo, como o milho e a soja. "É uma tendência ligada à democratização da moda e à consciência ambiental. A camiseta mais vendida da linha é a que traz o símbolo da reciclagem. Isso mostra que as pessoas querem ser vistas como antenadas, já que ser sustentável está na moda", diz Milena Rossi, coordenadora de estilo do Wal-Mart.
No caso do bambu, que também substitui o algodão em 26 modelos da coleção da marca carioca Redley, as vantagens ambientais são evidentes: uma plantação de pinus leva sete anos para produzir 3 mil árvores; já o bambu precisa de três anos para produzir 10 mil árvores no mesmo espaço, ainda dispensa o uso de pesticidas, não causa erosão e só requer água para crescer. Mas os especialistas alertam: nem sempre as roupas feitas de fibras alternativas podem ser consideradas "produtos sustentáveis". Se o cultivo implicar a derrubada de florestas, envolver mão-de-obra infantil, exploração de trabalhadores rurais ou exigir muito combustível no transporte, os danos ambientais e sociais anulam os benefícios. Por isso, informação é fundamental para quem quer comprar produtos ecológicos.
"Com o tempo", prevê Beatriz Saldanha, uma das fundadoras do Partido Verde no Brasil, "o consumidor exigirá que os dados de procedência e produção estejam à vista, como já acontece com alguns produtos alimentícios estrangeiros."
Ao lado do sócio, João Fortes, Beatriz desenvolveu, há 17 anos, a técnica para a fabricação do Treetap®, o couro vegetal, feito com tecido 100% algodão banhado em borracha extraída da seringueira nativa e vulcanizada em estufas especiais. Foi preciso investir 1 milhão de dólares e alguns anos de pesquisa para criar um material bonito, durável e que viabilizasse o sustento e a permanência das famílias de seringueiros na Amazônia. "Eles são os guardiões da floresta. Como vivem do manejo sustentável da região, sua presença é garantia de que não haverá desmatamento", explica Beatriz. Hoje, a Treetap® virou nome do negócio e emprega 50 famílias. Já foi premiada pelo Banco Mundial e pela Fundação Getulio Vargas e pretende expandir sua atuação este ano, vendendo matéria-prima para outras marcas.
GENTE GRANDE
Na maior empresa de vestuário do Brasil, a Hering, as questões ambientais chegaram à linha de produção. Marcelo Toledo, gerente da área de desenvolvimento de estamparia, diz que a empresa fica atenta aos detalhes no processo de fabricação. Muitos corantes pretos, por exemplo, deixam resíduos de enxofre na água, dificultando a limpeza dos efluentes. Preferimos pagar mais caro e utilizar um corante preto mais seguro", revela Marcelo. Na marca infantil da Hering, a PUC, há uma linha "rústica", que não emprega corantes e usa o mínimo de produtos químicos e alvejantes. Agora, a empresa estuda limpar e amaciar o algodão com argila. O tratamento dos jeans, lavados com cloro e outros produtos agressivos para o meio ambiente, também poderá passar por mudanças. Empresas menores, a pedido da Hering, já produzem parte dos jeans com desbotamento por gás ozônio. "A idéia é repassar os novos conhecimentos para outras linhas da empresa", afirma Marcelo.Na hora de comprar, informe-se sobre a procedência dos produtos e deixe clara sua preferência pelos sustentáveis. Se uma indústria utiliza mão-de-obra infantil ou polui os rios, boicote seus produtos. Exercer seu poder de consumidora é uma ótima forma de pressionar os fabricantes a adotar tecnologias que não agridam o meio ambiente e a sociedade.
GUARDA-ROUPA VERDE
Planeje antes de comprarNada de compra por impulso. Você gasta dinheiro, perde espaço no armário e causa impacto ambiental pela fabricação e transporte das mercadorias.
Evite a lavagem a secoMáquinas de lavar a seco usam tetracloroetileno, substância cancerígena. Procure o wet cleaning ou CO2 líquido. Muitas peças que antes eram lavadas a seco já podem ser lavadas à mão, especialmente de seda, lã e linho; olhe a etiqueta.
Lave bemPara economizar energia, água e sabão, junte bastante roupa antes de ligar a máquina. Escolha sabão e tira-manchas biodegradáveis e livres de fosfato. Ao comprar lavadora e ferro, verifique se o produto tem o selo Procel de Economia de Energia Elétrica.
Diga sim aos brechósE a bazares, feirinhas e até trocas entre amigas: são ótimas pedidas.
Vista orgânicos com seloPrefira sempre as roupas confeccionadas com tecidos orgânicos que possuam selo de autenticação.
Encontre nova utilidadeReinvente o uso de roupas e acessórios antigos. Seu armário guarda peças com potencial fashion. Para ajustes, vá à costureira. Doe o que não usa mais.
Escolha roupas "éticas"Várias empresas aumentam os lucros com práticas ilegais e antiéticas, como o subemprego. Saiba como atuam os fabricantes de suas roupas. Valorize os que respeitam o meio ambiente e a sociedade.
Invista em peças artesanaisApóie iniciativas de artesãos que criam com base em reciclados. Fontes Portal TreeHugger [www.treehugger.com] e Instituto Akatu [www.akatu.org.br]. Veja também o Manaul de Etiqueta do Planeta Sustentável [http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/cartilha/]
Leia também:A nova moda[http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/noticia/atitude/conteudo_245161.shtml]
13 de mai. de 2009
Da rejeição ao fastígio As Roupas de brechó que são indispensáveis no guarda-roupa fashion
http://www.revistaparadoxo.com/materia.php?ido=6570
Da rejeição ao fastígio
As roupas de brechó que são indispensáveis no guarda-roupa fashion
por Déborah Vinci[12/05/2009]
Em tempos de crise econômica, nada melhor que falar de preços mais baixos. Mas este não é o único motivo de que nos últimos anos a procura por roupas de brechó tenha aumentado. Sim, aquelas peças de segunda mão podem significar poeira ou velharia, ou então looks únicos e identidade ao se vestir para quem adora garimpar este tipo de local.
O que parece novidade para os consumidores brasileiros já é hábito de várias pessoas ao redor do mundo. Prova disso são os agora populares blogs de street style, em que pessoas são fotografadas nas ruas e relatam um pouco sobre suas roupas e estilo - na maioria das vezes o grande atrativo da produção é uma peça comprada em brechó.
Celebridades também usam peças vintage há algum tempo. O auge é no tapete vermelho do Oscar, com joias ou peças antigas de grandes estilistas.
Grandes centros nacionais vêm se especializando neste comércio, muitos até procuram buscar essas roupas fora do País. Resultado: luxuosas marcas por cerca de 1/4 do preço, em paraísos para produtores de moda e fashionistas. São Paulo, por exemplo, abriga algumas das mais famosas lojas brasileiras especializadas nesse tipo de roupa, como a Minha Avó Tinha, um casarão no bairro de Perdizes que conta com um acervo variado de roupas e até peças de decoração para todos os gostos. Para estar nas prateleiras da loja, o pré-requisito é que as peças tenham mais de cinco anos e estejam em boas condições.
Andrea Luque, personal stylist e dona do brechó paulista 3 Marias, conta que a ideia de se dedicar a esse tipo de comércio veio desde a infância, quando costumava desenhar, pintar, crochetar e incrementar algumas peças de roupa. Há dois anos, incentivada pela família e amigos, abriu a loja, e pessoalmente escolhe as peças que vão para as araras, garimpando sempre algo que siga o perfil de seus clientes e priorizando a qualidade. Outro diferencial que utiliza é a customização. "Quanto à customização, minha prioridade são as encomendas, e quando sobra um tempinho, pego uma peça do brechó e modifico."
_blogsSe a correria do dia-a-dia não lhe permite sair de casa - o que é uma pena, pois a diversão é realmente vasculhar tudo - dá para contar com as compras online. Umas das lojas que já tem o sistema de delivery é a B.Luxo. No site é possível escolher a peça e pedir para ser entregue em casa.
Algumas pessoas decidiram usar seus blogs para abrir mais espaço em seus guarda-roupas. Elas vendem peças que compraram e de que já enjoaram, aproveitam para recuperar parte do investimento feito na compra e possibilitam que outras pessoas possam desfrutar da roupa. Bons exemplos são o Arara Reformada e o Brechó Arcoverde, que tem bastantes acessórios.
_como usar?Depois de tanta informação, a pergunta que fica é: Como combinar uma peça de brechó? A tarefa não é das mais simples, exige paciência para procurar com cuidado algo que realmente se vá usar. "O importante é que cada um conheça e saiba o que combina com seu tipo de corpo e estilo, comprando roupas de forma consciente, o que significa um guarda-roupa com peças que o deixem mais bonito e o vistam melhor, o que é sustentável nos dias de hoje, já que muita gente tem mais de 50% de peças que não usa mais", diz Andrea.
Para quem está começando, os acessórios são as melhores opções. Como tendem a chamar atenção pelo diferencial, é aconselhável usar roupas básicas para que a peça vintage seja o foco da produção. Vai a uma festa e cansou do pretinho básico? Vasculhe um brechó atrás de um cinto legal, uma bolsa de mão, alguns colares ou, quem sabe, um sapato mais irreverente. No final, gastando pouco você consegue um look muito mais elegante e criativo.
Outra opção muito concorrida são as peças de alfaiataria, que por serem antigas normalmente têm corte e acabamento muito mais delicado e perfeito. É possível achar coletes, calças de cintura alta e saias incríveis prontos para ganhar o lugar de peças-chave no guarda-roupa.
"Minha dica para quem nunca visitou um brechó é se permitir conhecer um, sem preconceitos. Também é inteligente e sustentável comprar roupas de qualidade por preços justos, vender ou trocar as roupas que não usa mais. Acabamos nos preocupando tanto nos dias de hoje com reciclagem de lixo, de pilhas, uso consciente da água e não pensamos no destino de nossas roupas", afirma a personal stylist.
Na moda, o que vale é ousar dentro do que lhe cai bem. As alternativas são várias dentro de um brechó, que também permite revisitar várias épocas e estilos. Se não gostar de nada, vale a pena pela diversão!
Da rejeição ao fastígio
As roupas de brechó que são indispensáveis no guarda-roupa fashion
por Déborah Vinci[12/05/2009]
Em tempos de crise econômica, nada melhor que falar de preços mais baixos. Mas este não é o único motivo de que nos últimos anos a procura por roupas de brechó tenha aumentado. Sim, aquelas peças de segunda mão podem significar poeira ou velharia, ou então looks únicos e identidade ao se vestir para quem adora garimpar este tipo de local.
O que parece novidade para os consumidores brasileiros já é hábito de várias pessoas ao redor do mundo. Prova disso são os agora populares blogs de street style, em que pessoas são fotografadas nas ruas e relatam um pouco sobre suas roupas e estilo - na maioria das vezes o grande atrativo da produção é uma peça comprada em brechó.
Celebridades também usam peças vintage há algum tempo. O auge é no tapete vermelho do Oscar, com joias ou peças antigas de grandes estilistas.
Grandes centros nacionais vêm se especializando neste comércio, muitos até procuram buscar essas roupas fora do País. Resultado: luxuosas marcas por cerca de 1/4 do preço, em paraísos para produtores de moda e fashionistas. São Paulo, por exemplo, abriga algumas das mais famosas lojas brasileiras especializadas nesse tipo de roupa, como a Minha Avó Tinha, um casarão no bairro de Perdizes que conta com um acervo variado de roupas e até peças de decoração para todos os gostos. Para estar nas prateleiras da loja, o pré-requisito é que as peças tenham mais de cinco anos e estejam em boas condições.
Andrea Luque, personal stylist e dona do brechó paulista 3 Marias, conta que a ideia de se dedicar a esse tipo de comércio veio desde a infância, quando costumava desenhar, pintar, crochetar e incrementar algumas peças de roupa. Há dois anos, incentivada pela família e amigos, abriu a loja, e pessoalmente escolhe as peças que vão para as araras, garimpando sempre algo que siga o perfil de seus clientes e priorizando a qualidade. Outro diferencial que utiliza é a customização. "Quanto à customização, minha prioridade são as encomendas, e quando sobra um tempinho, pego uma peça do brechó e modifico."
_blogsSe a correria do dia-a-dia não lhe permite sair de casa - o que é uma pena, pois a diversão é realmente vasculhar tudo - dá para contar com as compras online. Umas das lojas que já tem o sistema de delivery é a B.Luxo. No site é possível escolher a peça e pedir para ser entregue em casa.
Algumas pessoas decidiram usar seus blogs para abrir mais espaço em seus guarda-roupas. Elas vendem peças que compraram e de que já enjoaram, aproveitam para recuperar parte do investimento feito na compra e possibilitam que outras pessoas possam desfrutar da roupa. Bons exemplos são o Arara Reformada e o Brechó Arcoverde, que tem bastantes acessórios.
_como usar?Depois de tanta informação, a pergunta que fica é: Como combinar uma peça de brechó? A tarefa não é das mais simples, exige paciência para procurar com cuidado algo que realmente se vá usar. "O importante é que cada um conheça e saiba o que combina com seu tipo de corpo e estilo, comprando roupas de forma consciente, o que significa um guarda-roupa com peças que o deixem mais bonito e o vistam melhor, o que é sustentável nos dias de hoje, já que muita gente tem mais de 50% de peças que não usa mais", diz Andrea.
Para quem está começando, os acessórios são as melhores opções. Como tendem a chamar atenção pelo diferencial, é aconselhável usar roupas básicas para que a peça vintage seja o foco da produção. Vai a uma festa e cansou do pretinho básico? Vasculhe um brechó atrás de um cinto legal, uma bolsa de mão, alguns colares ou, quem sabe, um sapato mais irreverente. No final, gastando pouco você consegue um look muito mais elegante e criativo.
Outra opção muito concorrida são as peças de alfaiataria, que por serem antigas normalmente têm corte e acabamento muito mais delicado e perfeito. É possível achar coletes, calças de cintura alta e saias incríveis prontos para ganhar o lugar de peças-chave no guarda-roupa.
"Minha dica para quem nunca visitou um brechó é se permitir conhecer um, sem preconceitos. Também é inteligente e sustentável comprar roupas de qualidade por preços justos, vender ou trocar as roupas que não usa mais. Acabamos nos preocupando tanto nos dias de hoje com reciclagem de lixo, de pilhas, uso consciente da água e não pensamos no destino de nossas roupas", afirma a personal stylist.
Na moda, o que vale é ousar dentro do que lhe cai bem. As alternativas são várias dentro de um brechó, que também permite revisitar várias épocas e estilos. Se não gostar de nada, vale a pena pela diversão!
3 de mai. de 2009
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