
http://www.dcomercio.com.br/Materia.aspx?id=22070&canal=3
- 15/7/2009 - 22h40
Há cerca de dois anos, a psicóloga Andréa Luque, de 39, decidiu que estava passando da hora de começar a fazer o que realmente gosta.
Largou a atividade em uma ong da área de educação e abriu um brechó, o 3Marias, no centro de São Paulo: “Sempre gostei de me vestir com roupas usadas, desde criança, e de trabalhar as peças, modificá-las, fazer crochê, bordar. Hoje também vejo que esse hábito, de reaproveitar, vai ao encontro da sustentabilidade”.
Gostar do que faz é fundamental para Andréa, pois o 3Marias absorve quase todo o seu tempo, ou pelo menos 16 horas diárias. A loja fica aberta das 11h às 19h, mas a nova comerciante começa a trabalhar por volta de 7h e pode se estender até 1h. “Por enquanto, faço tudo sozinha”. Como o negócio é novo e não há caixa para pagar ajudantes, Andréa prepara os documentos para a contabilidade, compra, lava, passa e customiza roupas, tricota cachecóis, confecciona acessórios e até as sacolinhas de TNT (não-tecido), ecológicas, que usa para embalar as peças: “Adoro criar, mudar roupas, lidar com o público. Vale a pena”.
Andréa tentou se preparar para a nova atividade: visitou outros brechós, fez curso de gestão e de personal stylist, tornando-se consultora de imagem. Com este último curso, ficou mais fácil satisfazer a clientela, que costuma voltar a cada compra acertada. Mas antes de abrir as portas no subsolo do número 125 da Rua 7 de Abril, ela reconhece, deveria ter pesquisado o público do entorno. A falha lhe custou boa dor de cabeça, até conhecer o potencial cliente e começar a fazer as compras certas. Quem mais frequenta o 3Marias são mulheres acima de 20 anos, em especial entre 40 e 60, que trabalham no centro.
Como é solteira, Andréa pode se dedicar quase que exclusivamente ao trabalho, sem culpa. Mas para fazer o que gosta profissionalmente, teve de deixar de lado, por enquanto, outras atividades prazerosas: “Parei com a dança do ventre e tento, mas não tenho conseguido usar a bicicleta ergométrica, embora ache importante fazer atividade física”.
Para quem tem preconceito contra roupa de brechó, Andréa lembra que a atividade nunca esteve tão em alta: além de proporcionar economia (“por um quinto do preço de uma peça nova é possível comprar uma equivalente num brechó”), o cliente participa do chamado consumo consciente: “Levar um jeans de um brechó é ecologicamente correto, pois essas peças, geralmente, demandam enorme quantidade de produtos químicos na lavagem”.
- 15/7/2009 - 22h40
Há cerca de dois anos, a psicóloga Andréa Luque, de 39, decidiu que estava passando da hora de começar a fazer o que realmente gosta.
Largou a atividade em uma ong da área de educação e abriu um brechó, o 3Marias, no centro de São Paulo: “Sempre gostei de me vestir com roupas usadas, desde criança, e de trabalhar as peças, modificá-las, fazer crochê, bordar. Hoje também vejo que esse hábito, de reaproveitar, vai ao encontro da sustentabilidade”.
Gostar do que faz é fundamental para Andréa, pois o 3Marias absorve quase todo o seu tempo, ou pelo menos 16 horas diárias. A loja fica aberta das 11h às 19h, mas a nova comerciante começa a trabalhar por volta de 7h e pode se estender até 1h. “Por enquanto, faço tudo sozinha”. Como o negócio é novo e não há caixa para pagar ajudantes, Andréa prepara os documentos para a contabilidade, compra, lava, passa e customiza roupas, tricota cachecóis, confecciona acessórios e até as sacolinhas de TNT (não-tecido), ecológicas, que usa para embalar as peças: “Adoro criar, mudar roupas, lidar com o público. Vale a pena”.
Andréa tentou se preparar para a nova atividade: visitou outros brechós, fez curso de gestão e de personal stylist, tornando-se consultora de imagem. Com este último curso, ficou mais fácil satisfazer a clientela, que costuma voltar a cada compra acertada. Mas antes de abrir as portas no subsolo do número 125 da Rua 7 de Abril, ela reconhece, deveria ter pesquisado o público do entorno. A falha lhe custou boa dor de cabeça, até conhecer o potencial cliente e começar a fazer as compras certas. Quem mais frequenta o 3Marias são mulheres acima de 20 anos, em especial entre 40 e 60, que trabalham no centro.
Como é solteira, Andréa pode se dedicar quase que exclusivamente ao trabalho, sem culpa. Mas para fazer o que gosta profissionalmente, teve de deixar de lado, por enquanto, outras atividades prazerosas: “Parei com a dança do ventre e tento, mas não tenho conseguido usar a bicicleta ergométrica, embora ache importante fazer atividade física”.
Para quem tem preconceito contra roupa de brechó, Andréa lembra que a atividade nunca esteve tão em alta: além de proporcionar economia (“por um quinto do preço de uma peça nova é possível comprar uma equivalente num brechó”), o cliente participa do chamado consumo consciente: “Levar um jeans de um brechó é ecologicamente correto, pois essas peças, geralmente, demandam enorme quantidade de produtos químicos na lavagem”.
